terça-feira, 3 de novembro de 2015

MIKIO, 9; BH, 030202013.

E bebo muito, é o que é o mal e sem moderação
E sem educação para beber; e parece uma
Maldição, quanto mais se bebe, mais a sede
Aumenta; bebo muito e é o que é a minha
Ruína, sem limites e sem termos, parece que
Nunca vi bebida na minha frente; e é a coisa
Mais estípida que não consigo explicar; e é a
Minha bizarrice predileta, meu instinto
Mórbido; e fico deformado mas não tomo
Jeito, para que beber tanto assim? nunca
Consegui entender; e faz-me mal e deixa-me
Mal, dor pelo corpo, na cabeça, absurdo dos
Absurdos, no dia seguinte repito tudo outra
Vez; e é muita burrice permitir tanto tempo
No mesmo erro; por outro lado, penso que
Preciso manter a tradição herdada dos meus
Avós; pelo que sei, quase todos enchiam a
Cara, então, alguém tem que manter o
Pavilhão de pé; e o encarregado desta missão,
Sou este que vos escreve, então, tento
Preservá-la com a maior competência; e
Pago um preço caro com a ressaca, o
Remorso, enfim, a depressão que o álcool
Causa quando é ingerido em excesso;
Jaguar e eu, somos dois bebedores
Inveterados, Jaguar inclusive escreveu um
Livro, "Confesso Que Bebi", a plagiar
Título de Pablo Neruda, "Confesso Que Vivi";
Mas a vida é assim mesmo, as coisas só
Acontecem por que têm que acontecer,
Senão não acontecem e bebo porque
Tenho que beber, senão não beberia.

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