domingo, 1 de novembro de 2015

MIKIO, 12; BH, 050202013.

Saudades dos meus noturnos, não
Sei aonde andam, em que más
Companhias estão; saudades dos
Meus camaradas companheiros de
Tantas madrugadas; não sei aos
Quais bêbados servem, às quais
Putas amam no momento e em
Quais meretizes saciam as carnes
E de quais prostitutas aplacam os
Desejos; saudades dos meus
Ladrões, bandidos, meus estupradores
Prediletos, seviciadores brutais,
Trazidos pelas supernovas das
Explosões estelares; meus noturnos
Enganadores, noturnos prestidigitadores,
Meus noturnos taumaturgos, quantas
Saudades desses putos baderneiros,
Dessas almas farristas, desses espíritos
Carnais, devassos, que desencarnam,
E reencarnam numa orgia de
Bacanal de suruba perversa;
Ah, seus podres intragáveis, quantos
Porres tomei a esperá-los? quantas
Ressacas sofri, insensatos, desprezado?
Saudades dos meus noturnos desprezíveis,
Não suporto a aproximação da noite,
Não tolero mais as madrugadas frias,
Sem as nossas fantásticas fantasias
Sobrenaturais, surrealistas; aonde
Encontram-se agora esses vis
Mundanos? minhas entranhas vazias
Sentem falta das suas manias plenipotenciárias;
Saudades desses seres estranhos a mim,
Mas, que afloram meus desejos mais mórbidos.

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