segunda-feira, 18 de maio de 2015

Professora Bartira Mourão, 587, 4; BH, 0220502012.

Que fazes aí, velho, sentado em cima
Dessa pedra? espero de volta ao aprisco
Os rebanhos perdidos pelo universo;
És por acaso um pastor de ovelhas?
Tens pastos para alimentar teus carneiros?
Minhas ovelhas são diferentes das tuas,
Meu bom jovem e meus carneiros
Não comem grama; qual o que, velho
Caduco, todo bom cabrito come grama,
Capim, outros matos e pareces um
Caquético com esses devaneios de
Velho maluco? varão impetuoso,
Audacioso Dartanhã, ousado
Ulisses, meu rebanho se alimenta
De energia, de ventos, de sol, de
Estrelas, de luas, de planetas;
Meus rebanhos são galáxias, vastas
Constelações, aglomerados de
Quasares; são cordilheiras de
Imensos planetas, são intermináveis
Pedreiras vindas do infinito; e
Também já fui mancebo impertinente
E genial, hoje este velho obtuso,
Que tu arguis em busca de
Respostas, que não procuras entender;
Amanhã, quando estiveres aqui,
Olharei para ti e pensarei que és
Um galo num poleiro empoeirado
E não o meu esperado cordeiro.

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