quarta-feira, 20 de maio de 2015

Professora Bartira Mourão, 587, 9; BH, 0240502012.

Cansei de escrever letras, palavras, coisas
Repetidas e de contar os causos, as
Mentiras e as verdades inventadas;
As novidades velhas, realidades vencidas
E prazos e datas e vencimentos vencidos;
E digo que cansei de autenticidade e de
Verdade que é sempre verdade e não
Alteram os rumos da humanidade; não
Cansei de ser triste e bisonho, continuo
Taciturno, casmurro, caturra; viverei
Pouco, terei pouco tempo, poucos amigos
E não deixarei nada, nada, nada; nenhum
Gol meu será comemorado pela torcida
Que compõe a humanidade; não deixarei
Retrato nem em preto e branco, quanto
Mais colorido; e ao ser triturado, incinerado
E virar cinzas, permanecerei cinzas; este
Dom e poder de ressurgir das cinzas, a
Fênix não passou para mim; e continua com
Fênix a chave do mistério e com a esfinge
As respostas dos enigmas; e oculto no
Escuro, observo os claros e perfeitos e
Normais; e de longe vejo, o quanto estão
Tão perto e de cima percebo, o quento
Estão tão por baixo.

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