quarta-feira, 20 de maio de 2015

Monte Simplon, 550, 15; BH, 0280502012.

Não vais dormir e a vigília, quem
Ficará alerta, sentinela de situação?
Quem será o atalaia na guarita do
Porto de embarcação? os faróis, os
Luzeiros que guiam naus, navios,
Caravelas, nos caminhos que não
Deixam pegadas nas noites azuis,
Sob os cascos das naves; quem
Não tem imagem, não produz
Silhueta, não faz sombra, não
Pode dormir, nunca, nem de
Madrugada; e quem não pode
Se olhar no espelho, não pode
Sentir o sentimento narcisista,
Não acumulará tesouros; sou
Um dos que não podem dormir;
Minha imagem não se reflete num
Espelho, falta-me densidade e
Aglutinação, fata-me sedimentação
E minhas rochas teimam em ser
Arenosas, fragmentações que
Causam desertos; nenhuma parede
Firma-se em cima de tal alicerce;
Não vais dormir, logo, logo,
Buscarão teu corpo, e quando
Voltares a si, já estarás morto e te
Levarão de caixão em caixão, até
Que encontrem um para o teu
Despacho fúnebre.

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