domingo, 24 de maio de 2015

Tereza Mota Valadares, 190, 18; BH, 0280602012.

Sei que meu futuro não será
Conivente comigo, não será
Meu parceiro e teimo no passado
E a desprezar o presente; o futuro
Não será paciente e não me
Esperará mais; exigirá de mim,
Tudo que teimo em ignorar no
Presente e que desperdicei no
Passado; o futuro será duro
Comigo, druel e não disponibilizará
Nada para me restaurar e não
Quererá saber das minhas necessidades;
Sei e não faço nada para mudar
O quadro, arrumar o quarto,
Para quando o futuro chegar;
E chegará com temor e com terror
E ai de mim, malgrado meu,
Que insensato, não me preparei;
Ai de mim, que nefasto, sórdido
Delapidei no passado e no
Presente e não pensei no futuro
E o futuro não abrirá a mão,
Esmurrará a minha cara,
Socará o meu rosto, dará porradas
E mais porradas em minhas faces,
Numa vingança merecida, numa
Surra, taca, em quem apanhou
E não aprendeu nada na vida.

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