terça-feira, 5 de maio de 2015

Monte Simplon, 550, 2; BH, 050302012.

Perscruto, ausculto, sondo, sonar, ressonância
Magnética, radar, ultrassom, objetivas lunetas,
Teleobjetivas, microscópio, telescópio, satélite,
Avião invisível, submarino, caleidoscópio, nave
Espacial, foguetes, toda parafernália eletrônica
De última geração à disposição de uma obra de
Arte e à gestação de um clássico, ou a um aborto
Bizarro, a uma cesariana mórbida, a um parto de
Nefasta aberração; mas não penso bem, não
Respiro, não aspiro, não inspiro: niilista, o nada
É o produto de todas as minhas funções; e
Quando vem à lembrança as recordações de um
Passado tão estúpido, não sinto o achatar da
Depressão; o peso da consciência e o sentimento
De culpa pelas oportunidades que transformei
Em frustrações; e as obras incultas permanecem
Ocultas, aculturadas, desraizadas no limbo,
Dessemelhantes e ao teimar em peregrinar
Atrás delas, através das vastas constelações de
Galáxias e cinturões de aglomerações de planetas,
Astros, quasares, incubadeiras de universos,
Nascedouros de partículas atômicas, de moléculas
Subatômicas, de fibras de anti-matéria, encontrei
O único átomo que nunca poderá ser partido:
Poeta, poeta, poeta, poeta, poeta, poeta, morreu.

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