segunda-feira, 25 de maio de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 11; BH, 030702012.

Porteiro, ou abres esta portaria, ou
Abro-te a cara na porrada, é que,
Briguei com a minha namorada e
Tenho que vê-la e tu não vais
Impedir-me; bebi todas e mais
Algumas e mais umas e outras e
Estou doidão e no meu coração
Não tenho razão, só paixão e
Ciúme; porteiro, seja meu
Camarada, interfona para a minha
Namorada e digas que é para
Descer; quero as espumas dos
Beijos dos lábios dela, tantas
Vezes quantas são as espumas,
Que as ondas do mar fazem, ao
Quebrarem nas praias; porteiro,
Não tenho dinheiro, tudo aqui é
Passageiro e somos personagens
Do desespero; e estou desesperado,
Não posso perder a mina amada;
Porteiro, meu amigo, não faças
Isso comigo, abra essa porteira,
Ou vou chorar aqui a noite
Inteira, até à hora derradeira,
Desta minha vida passageira; e
Quando raiar a madrugada,
Serás a testemunha, de que
Realmente, não posso viver,
Sem a minha adorada.

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