sexta-feira, 1 de maio de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 7; BH, 0180102012.

Amanhece na cidade e os
Primeiros ônibus começam a circular;
Inda estão vazios e uns com as
Luzes apagadas; combis que distribuem
Jornais às bancas, passam devagar;
Motoqueiros que entregam assinaturas,
Acelerados e entregadores maus humorados,
A pé, deixam os jornais nas portarias dos prédios;
E não respondem a um obrigado e a um bom-dia,
Cidade grande é assim e o amanhecer é conturbado,
Com muito barulho, bem às cinco da manhã;
Nenhum galo canta, igual no interior e as tampas
Dos boeiros da rua, imitam o galo,
Quando os carros passam rápidos;
Taxistas estacionam à espera dos clientes
E corredores dispostos, correm pelas calçadas,
Envoltos nas sombras, penumbras e restos de noite,
Que teimam em retardar o nascer do dia;
Trabalhadores, a essa hora, a demonstrar
Alguma pressa, andam rente ao asfalto,
Talvez preocupados em não chegar atrasados ao serviço;
Amanhece na cidade, que nem parece que dormiu.

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