quinta-feira, 21 de maio de 2015

Professora Bartira Mourão, 587, 10; BH, 0180602012.

Se não me curar, quem é que me
Curará? não tenho mais a quem
Apelar; tal um mendigo a espera
De uma esmola, espero um
Milagre, que sei que jamais
Acontecerá: a minha cura total;
Sigo doente, nasci doente, tive
A vida toda para me curar e não
Curei-me e corro contra o tempo
Pela falta de tempo e de cura; e o
Meu sonho é este, viver sem
Pesadelos, viver sem doenças;
Mas, não tenho outro jeito, não há
Outra saída e sinto que, são
Doenças crônicas, são doenças
Graves, incuráveis; deixam
Sequelas profundas, deixam
Lesões, hematomas, cicatrizes e
Marcas por todo o meu ser; e
Acordo de manhã e animal
Indomável, cometo todos os
Erros do dia anterior novamente; e
Não sou o guitarrista infalível que
Não erra as cordas, as notas, as
Casas, nem a afinação da sua
Guitarra; não sou o baixista
Renomado, o baterista animado
E por minha própria culpa, a cura
Não me procura e então, não
Posso sarar; minha mente fica
Estragada, viciada, estagnada; e
De ansiedade, pergunto-me
Angustiado: se não me curar,
Quem é que me curará? quem
Sarará a minha alma? quem
Sarará o meu espírito? alguém lá
Do além pode me responder? aqui
No aquém não encontro ninguém.

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