terça-feira, 26 de maio de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 14; BH, 030702012.

Não posso parar, não criei coisa nova,
Inovadora, moderna; não criei
Novidade, as letras são as mesmas,
Repetitivas; as palavras são as
Réplicas de sempre, são cópias,
Compilações, reproduções, plágios; e
Ouso em continuar apesar do
Desprezo, da falta de milagre; e teimo
Taumaturgo e pairo a esperar
Madrugada a dentro, por uma
Imaginação salvadora; uma
Inspiração redentora, uma criatividade
Crítica de obra de arte, de obra-prima,
Ou de clássico sensacional; apelo
Como se não fosse imperfeito, sonho
Como se não fosse mortal e vejo-me
Laureado, condecorado, titulado e
Rotulado como uma mercadoria de
Qualidade e de primeira necessidade;
E aos pés das grávidas montanhas
Abandono-me, e as montanhas parem
Ratos que parecem comigo; recorro,
Assustado, a um inibidor de pesadelos
E ao despertas, não sonhava, pois não
Dormia e vi pela fresta da janela, meu
Cadáver a rigor, com um cravo na lapela.

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