terça-feira, 18 de agosto de 2015

MIKIO, 149; BH, 090502013.

Sem querer ser não sei o que,
Ou mesmo ao querer ser não sei
O que, penso que, a melhor coisa
A acontecer na vida, é escrever
Um poema; imagina se no lugar
De escrever um poema, tivesse
Que matar alguém, ou morrer;
Ou se tivesse que estuprar
Alguém, ou ser estuprado, mas,
Não, estou aqui sentado na
Cadeira, à mesa da cozinha
Da minha casa, a escrever estas
Linhas; imagina se tivesse que
Sair para assaltar, para traficar,
Ou virar-me numa esquina a
Fazer michê? e estou aqui a
Imortalizar letras, a eternizar
Palavras; se me ocorresse uma ideia
De como passar esta experiência a
Todas as pessoas e dizer: ao invés de
Estar a fazer o que fazeis agora, para
Tudo e vades escrever; inventai uma
Realidade, uma verdade, um
Poema, inventai uma poesia, uma
Montanha, inventai um universo;
É assim que faço, o que não sei,
Invento, o que não tenho, invento;
E quando deparo com as minhas invenções,
Estão maiores do que o meu coração; dias 
Desses inventei uma galáxia, num lugar onde
O universo, nem havia existido; e mudei para lá e 
Quando cheguei lá, quem encontrei?  meu pensamento.

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