terça-feira, 4 de agosto de 2015

MIKIO, 172; BH, 0250502013.

Nelson Cavaquinho, o sol continua a
Nascer e nascerá, por mais alguns
Bilhões de anos, mas, a luz não
Brilhou nos corações e imagino
Que, nunca brilhará, inda que,
Durássemos alguns outros bilhões
De anos; e do mal, meu velho
Poeta, não foi queimada a semente,
Proliferou e é tudo o que sabemos
Fazer; e por mais que essa frase tua,
Seja a mais bela que já ouvi,
"O amor será eterno novamente", o
Matamos antes de nascer; e meu
Nelson,  penso que, nesse juízo final,
Com essa história do bem e do
Mal, o mal prevalecerá e não
Acredito que não terei olhos para
Ver, a maldade desaparecer; se
O que nos envolve e nos alicia
E seduz, é a ruindade, que nunca
Abandonou o coração da humanidade;
A ruindade política da burguesia,
A ruindade da elite selvagem
Religiosa, a ruindade da propriedade
Dos donos dos trabalhos, dos
Capitais, dos cilos de alimentos; o
Sol, sim, deveria parar de nascer
Para nós, não o merecemos; o sol
Nos faz sentirmos santos, enquanto
Somos verdadeiros demônios
Travestidos de santos; e desde
Criança convivo com isso, quando
Pegava um espelho e mostrava a
Alguém e perguntava: já viste o
Capeta hoje?

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