quinta-feira, 13 de agosto de 2015

MKIO, 154; BH, 0170502013.

Calculei o salto ornamental do
Último trampolim, totalmente
Errado e bati em cheio, na borda
Da piscina; perdi as classificações,
As medalhas e as posições; e é
Sempre assim, preparo-me para
Um pulo e a perna é curta
Demais e estatelo-me no
Asfalto; penso em algo sensacional
E quando percebo, no mundo todo,
O que penso, se passa como
O demais atrasado da época;
E não há nada de relevante que
Possa mostrar e quem por
Acaso quererá saber de velharias
Velhacas? quem se perturbará
Em conhecer o que não merece
Ser conhecido? e calculo uma
Equação e o resultado não é
Aprovado; e apresento um sistema
E vira um dilema; e o que mata é o
Olhar, olham-me como se dissessem:
Vai pensar e olham-me como se
Quisessem guilhotinar-me, ou
Pendurar-me numa forca; cadê o
Resultado, cadê o pragmatismo, o
Produto, o fim dessa lenga-lenga
Sem fim? e entranho-me estranho
Nas minhas entranhas estranhas; e
Hiberno-me por lá no recôndito mais
Inacessível; e não sentem a minha
Falta, não apresento subsistência:
Puxa vida, pelo menos poderia
Avisar que ia morrer, para a
Família tentar aproveitar os órgãos.

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