segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MIKIO, 128; BH, 0310302013.

Sempre de frente para um muro, um
Paredão de fuzilamento e de costas
À realidade e quem fuzila é a mídia,
A velha mídia preconceituosa, falsa
Moralista, sonegadora, racista,
Reacionária, fascista; o muro oprime quem
Não se adapta ao mercado, massacra
Quem não se ajoelha diante do altar;
Sempre na vida dos livres há um abismo
E retiram a ponte, quebram a escada
E depois quebram as pernas, decepam
As mãos; querem a todos cães calados,
Como se usassem baionetas caladas e
Nos idos apoiaram as ordens unidas;
Engraxaram coturnos soturnos, lamberam
Botas sujas de sangue e fazem de tudo
Para matarem a História, calar o povo,
Exterminar o trabalhador; e se um muro rui,
Vem abaixo, logo erguem outro mais potente,
Constroem-no mais poderoso, quase
Plenipotenciário, intransponível; e pagam
Bem aos vassalos enganadores, holofotes
Aos manipuladores, tapetes vermelhos
Aos exércitos arianos plastificados, capas
De revistas, páginas de jornais, closes
Nas tvs, tudo que possa iludir, criar um
Ignaro; e mais paredões, mais muros,
Mais fuzilamentos, mais torres de Babel;
O limite é alcançar o céu, enquanto a
Alma é de papel; a eternidade é aqui,
Em alguns momentos de ilusão; e a
Fila precia andar, a luz não pode se
Apagar, mas a luz é fictícia, é uma luz que
Cega e não a que ilumina os caminhos.

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