domingo, 2 de agosto de 2015

MIKIO, 178; BH, 020602013.

Ainda não é o que quero, é
O que causa-me angústia e
Deixa-me no desespero e
Ansioso; mas, inda não é o
Que quero e quero aplacar
Esta minha vontade sem
Poder, este poder sem
Potência; e quero, também,
No pragmatismo, na era do
Resultado, dos fins que
Justificam os meios; quero é
Atropelar a ética com
Competência, lucrar com a
Miséria sem pudor, ganhar
Com a pobreza com audácia
E ousadia, sem remorso; e
Passar a minha vida a
Escrever abobrinhas e
Esqueçais o que escrevi; e
Quero é implantar o
Neoliberalismo, o estado
Mínimo e privatizado; é o que
Quero, lucro acima de tudo,
Brilhantismo e meritocracia; o
Que manda são as imagens,
Letras e palavras são da idade
Da pedra, a idade mais atrasada,
Bem antes da idade da pedra
Lascada; basta de preencher
Linhas de folhas de papel com
Palavrinhas medíocres, tens que
Pagar o aluguel; fala sério, qual
A imagem que tens para passar
Aos olhos ávidos? tens que
Entrar numa mente, num
Pensamento, é através dos olhos;
E com essa tua imagem orgânica
Ingênua, essa tua aparência, não
Serás destaque nem em bailes
Da terceira idade; é conformar e
Aceitar, que, acabou esse temo
De ingenuidade utópica absoluta.

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