sexta-feira, 8 de abril de 2016

Gritei para o silêncio da lua; BH, 040602015.

Gritei para o silêncio da lua, 
Que reinava na madrugada e o que é 
Um grito mortal, diante do silêncio da 
Imensidão imortal? perpétuo abismo? 
Infinito despenhadeiro, onde se cai,
Num voo de sonho colossal? ó 
Lua rainha do universo, o mais belo astro,
Que o caos pode gerir; nem o sol com o seu
Esplendor, apaga a sensualidade do luar;
O canto de um galo depravado soou ao 
Longe, outro mais desvairado respondeu,
Era um xingatório escancarado, cada
Um com um palavrão no canto, mais
Felpudo do que o outro; enquanto a 
Luz do luar passeia sobre as coisas
Dos quintais; e latidos de cachorros
Misturam-se com os sons que despertam
Os amores adormecidos nos fundos dos
Ouvidos e a afastar a sensação que 
Carregamos de morrer todo dia.

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