segunda-feira, 18 de abril de 2016

Quando abri os olhos e vi-me separado; BH, 0120402001.

Quando abri os olhos e vi-me separado
Da manada, a tresmalhar do resto do rebanho
E tive medo de desmanar eternamente e 
Não voltar mais e morrer solitário e só 
Na solidão do meu coração; e chorei 
Pelo meu desamamentar e sofri pelo 
Desleitar precoce; por que tirar assim,
A mama de mim ainda? por que apartar-me
Do leite? desmamar-me inda tão criança e
Não crescido? veja, parece que vou desmaiar,
Algo irá fazer-me perder a cor, obscurecer
Os olhos e empalidecer a tez; irei até perder
Os sentidos, desmaiar e não fortalecer-me,
Irei desmalhar, ficarei branco, como se 
Alguém, veio tirar as malhas de mim e não
Quero o meu fim, é cedo, confesso que 
Ainda não vivi; não aprendi a ser feliz e 
Se for para desmagnetizar-me, ou proceder a
Desmagnetização do meu, o tirar de mim o
Fluido magnético, o leite da vida e se 
Acontecer a subtração das propriedades 
Magnéticas, de alguma coisa que compõe-me,
Se parar a ação magnética será o desluzir-me,
O deslustrar-me e o apagar do brilho do meu
Olhar; será o deslustre, o tirar o lustre, o 
Perder do vislumbrar, que guia-me ao 
Maravilhar; ao fascinar sem perder a razão e 
O raciocínio, só a violência, só a miséria e 
Perder o medo da desgraça da covardia da 
Injustiça, ao lutar pela justiça, cada vez mais
Deslumbrante, mas que a alguns não deslumbra
E a outros, ofusca; é o contraste do luxuoso,
Do esplêndido com o dia a dia da realidade nas
Nossas grandes cidades; por que não invertemos 
O êxodo urbano? é só deslocar os desempregados,
Tirar do lugar onde estavam, que não tem empregos,
Desviar da sub-vida, afastar das áreas de riscos
E transferir para a segurança do emprego, a 
Tranquilidade do campo; é transportar todos,
Igual transporta-se uma tropa, de um lugar 
Para outro, num êxodo feliz, desde que a 
Terra seja apta para plantar e morar. 

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