terça-feira, 5 de abril de 2016

Planta o pé numa pedra fundamental; BH, 01701002015.

Planta o pé numa pedra fundamental,
Enraíza na consciência da pedra,
Abra fendas lavradas com as mãos,
Manufatura túneis do tempo com
O sopro, risca a mesa do tabuleiro,
Deixa a impressão digital na pradaria;
Os planetas vão voltar ao ponto convergente,
Como as tartarugas voltam aos nascedouros
E os elefantes vão aos morredouros; e
Não dormita, nem dorme, evita 
Morrer, ressuscita, reencarna nos 
Ossos ressequidos das galáxias;
Abra a cabeça da caveira de Bendegó
E faça de volta a viagem original;
Desvenda os segredos, os códigos
Secretos das constelações, os enigmas
Dos aglomerados de astros de luz
Própria, ou sem luz própria; rasteja
O esqueleto nas nebulosas, a formar
Novo corpo universal, a falar todas as 
Vozes, a pensar todos os pensamentos, a
Agir todo os atos, atitudes, presenças, uma
Nova ossada a prever um novo caos;
Haja alguma coisa que ainda não 
Houve, haja algo que inda é novo de 
Novo, para que, nunca mais se pense,
Que, não há nada de novo; e que haja 
Sempre muito mais coisas novas do que 
Se possa imaginar, os que pensam que,
Imaginam alguma coisa do além.  

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