domingo, 3 de abril de 2016

Vomitei na tua boca a comida da tua boca; BH, 090802015.

Vomitei na tua boca a comida da tua boca
E o que comi da tua boca, regurgitei no 
Fundo da tua garganta; e era comida de 
Santos, bebidas de orgias de deuses, 
Néctar, favos de mel, maná; dos teus 
Céus jorravam estrelas prateadas; por 
Muito tempo não pranteei, saciado, 
Alimentado, regozijei de júbilo e até
Hosanei; e maravilha das maravilhas,
Maravilhado, a luz mais distante das 
Distâncias, que antes turvava-me, agora
Ilumina-me e não mais cega-me pelos 
Caminhos; e um dia, ao olhar teu olhar,
Poderei dizer que, vi as obras-primas 
Das tuas vistas, as obras de artes que
São os teus olhos, na moldura clássica da 
Tua face; teu rosto de gênio inda embala 
O meu, como um berço onde ressona a 
Criança amada; e nunca mais senti fome
De homem, fome de animal primata, 
Fome de carne, de sangue, de fera; e 
Nunca mais senti sede de água, sede de
Leite de mamífero; e abelha rainha, 
Produzo mel de geleia real, própoles 
E cera de qualidade para vedar os 
Ouvidos aos cantos libidinosos das 
Sereias, iaras, aos lamentos dos rios,
Riachos e regatos; e aos clamores das 
Cachoeiras, cataratas e cascatas, das
Avalanches de pedras, que descem 
Montanhas abaixo de dia e sobem 
Montanhas acima de noite pois, 
Muitas coisas acontecem enquanto 
Dormimos feito mortos indigentes.

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