terça-feira, 24 de abril de 2018

Não sou um amante atroador; BH, 0220901999; Publicado: BH, 030502012.

Não sou um amante atroador
E nem gosto de mulher
Que atroa na hora de amar,
Faz atroamento na cama,
Soa como fingimento;
Gosto de amar em silêncio,
Sem aturdimento e em consequência,
Sem estrondo e sem choque;
Mulher atroante é brochante,
Fazer estremecer a cama,
Com gemidos e gritaria,
Só pode me atordoar os ouvidos,
Retumbar sem efeito
E sem prazer;
Não sou chegado também,
Às atrocidades masoquistas,
Qualidade de sádico atroz,
Atos de grandes crueldades;
O amor atrocíssimo me atrofia,
O superlativo absoluto sintético
É a falta de desenvolvimento,
Da parte do meu corpo,
Que tem que desenvolver;
É a diminuição do tamanho
Do meu órgão;
Decadência de potência,
Fico atrofiado com mordidas,
Unhadas e chicotadas;
Quem não sofreu,
Quando foi amarrado?
Mulher que gosta de apanhar,
Também me faz atrofiar,
Definhar deprimido;
E o amor não pode ser atrofiante,
Nem padecer atrofiamento;
E nada de atropelação,
Silêncio, barulho, não.

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