sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Meu tempo de ociosidade; BH, 01º0802013.

Meu tempo de ociosidade é imenso e 
O meu tempo é um poema, minha 
Vida é uma poesia e tento fazer 
Poesias, poemas, do tamanho do meu 
Tempo; é a justificativa que encontro,
Quando reclamam do tamanho dos 
Escritos que deixo; se fosse um ser 
Ocupado, que trabalhasse, que fosse
Obrigado a ser responsável, a pensar,
Logicamente não teria tempo nem 
Para descansar; preguiçoso, inimigo
Do trabalho, sedentário, o que de 
Menos pensativo que encontro, que 
Não estressa, não enerva, é o de 
Encher linhas de pepel com letras,
Palavras retiradas de lavras abandonadas,
Que não dão mais trabalho, garimpo,
Mineração; aí, o entulho gerado, tende
Acumular-se, lixos para todo lugar,
Poeiras, ciscos, cinzas; ao redor vira
Um sítio paleontológico, um depósito
Arqueológico, com restos de ossos
Velhos por todos os lados; e a preguiça
Não deixa-me arrumar nada, jogar fora
O que não presta, espanar a poeira,
Varrer a sujeira, mesmo para debaixo 
Do tapete; e fico até com vergonha,
Quando recebo uma visita, que quer
Até ler algo, mas quando ver o tamanho,
Desiste na primeira linha, leva a 
Mal não, deixa para outra hora, faz
Um assim mais jeitosinho, passa 
Para mim, que depois leio.

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