terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Meus camaradas, companheiros; BH, 0260702013.

Meus camaradas, companheiros desta 
Jornada da vida, pelos vales das 
Sombras e da morte; meus amigos, 
Vós verdadeiros amigos, onde estais?
Longe, muito longe, de qual lado da 
Montanha? de lá onde nascem os 
Ventos? as danças dos redemoinhos? 
Meus marinheiros de muitos mares,
Muitos oceanos nas veias, e sóis nas
Peles; vós, meus amigos, vinde, o 
Vinho será servido, é do mais nobre,
Da mais alta casta; lá no braseiro,
Defumam as gorduras tenras, assam
As novilhas; esperemos os novos 
Companheiros? dancemos para os 
Forasteiros a sorrir, a cantar, a 
Rodar em volta dos universos, a 
Capturar relâmpagos com as retinas;
Onde estais todos vós? meus bons e 
Fieis amigos e companheiros, 
Camaradas das guerras, das lutas
Sem fim; vinde, a mesa está posta,
Os cálices cheios a transbordarem;
Os inimigos quedam-se, não se 
Atrevem, embainham as espadas,
Suspendem os arcos, afrouxam as 
Cordas, recolhem as flechas; não 
Se atrevem, não ousam, dão meia 
Volta; unjamos nossas cabeças com 
Óleo, meus camaradas companheiros 
Desta jornada da vida, pelos vales 
Da sombra e da morte.

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