domingo, 6 de dezembro de 2015

Não tenho como conter-me; BH, 0220702013.

Não tenho como conter-me, é que preciso
Impressionar-me, maravilhar-me,
Alegrar-me; preciso de todos os verbos,
De todos os tipos de verbos, sem deixar
Nenhum de fora da minha vida;
Há coisas mais belas do que os verbos?
Acredito não haver nada mais capaz
De causar sensação do que os verbos; o
Que somos nós sem os verbos? e com
Os verbos nós somos tudo; admiro-me,
E causa-me imensa admiração,
Os verbos e suas conjugações, e bem
Usados, bem colocados, não há prazer
Maior; e que emoção é o descobrir
Que usou um verbo corretamente;
Toda a nossa vida é feita de verbos,
E com os verbos entendemos, e nos
Fazemos entender; os verbos são tão
Poderosos, que são espécies de deuses,
E são inúmeros, como legiões de
Anjos, e infinitos iguais constelações
De estrelas, aglomerados de galáxias,
Eternos como os centros dos universos;
Ave verbos que perpetuam línguas,
Consagram idiomas, imortalizam
Civilizações; ave verbos maravilhados
Solidificadores de pensamentos, moldadores,
Escultores, pintores; ave todos os verbos
Imortais, criadores de luzes, de terras, de
Águas; separadores de firmamentos, de
Continentes, abridores de mares bravios;
Ave verbos navegadores, e seus navios.

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