sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Reparai que a cada dia que passa; BH, 01º0802013.

Reparai que a cada dia que passa,
Fica mais impossível viver; e 
Quando vem a noite, os sonhos
Não a acompanham mais, e vêm
A insônia e os pesadelos; reparai
Que poucos nos alegramos, todas 
As tragédias, desgraças, desastres
Compartilham o nosso tempo; não
Há mais cultura que nos seja 
Agradável, não há mais sabedoria
Com quem possamos dividir e a  
Inteligência foi expulsa do nosso
Convívio; temos por companhia a
Violência desenfreada a leitura da 
Onda de crimes, roubos, assaltos,
Os vídeos das execuções, dos 
Arrastões, dos sequestros; e o 
Pânico é pregado livremente, 
Para beneficiar os grupos que 
Nos controlam, nos exploram e 
Sobrevivem do nosso pânico; e 
Continuaremos atados às embiras,
Presos aos elos, algemados,
Acorrentados; e continuaremos 
Com a pseuda liberdade, a falsa
Democracia e com a certeza de 
Que só quem detém o poder, é 
O que pode alguma coisa; o povo
Não não passa do detalhe de 
Sustentação, de massa de manobra
E de ser cada vez mais chamado
A sustentar o estado, a burguesia 
E a elite; e enganado, iludido, 
Volta à casa todo dia, no peito 
A angústia, na face a agonia.

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