Não tenho sorte mesmo
Sou um azarado
Tenho o azar ao meu lado
Casualidade me acompanha
Com caso fortuito diário
Desgraça imprevista
Sou filho da má sorte
Da ilusão perdida
Não tenho aventura vitoriosa
Todo acontecimento lance
São estranhos anormais
Contingência da felicidade
Pode até acontecer
Risco é grande perigoso
História cheia de lances arriscados
Que não tem teor
Nem caso amoroso
Sou conhecedor
Não fui bem-aventurado
Minh'alma a deixei
Aventar no tempo
Estar ao sabor do vento
Exposta desprotegida
Preciso de alguém para me sugerir
Que devo fazer
Levantar uma hipótese
Que seja avental protetor
Das minhas carnes flácidas;
Seja peça do vestuário
Que vou colocar por cima da roupa
Na parte anterior,
A fim de não sujar-me no sangue
Ao realizar determinados serviços
Que me fazem aventurar
Arriscar-me à toa
Expor-me à aventura sem aventura
Aviltado frustrado
Humilhado abandonado
Fora da relação dos abençoados
Que Deus faz todo santo dia
A designar sorte felicidade
A mulher ideal amada de cada dia
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