Vivo avoado fora da realidade
No ar adoidado sem os pés no chão
Vivo avoante igual pomba da família dos
Peristéridas com a cabeça nas nuvens
Toda a vocação urgente não me fará
Voltar a mim nada acontece para me
Avocar chamar a mim à veracidade
Trazer à tona a verdade debaixo da
Casca da ferida fazer despertar do
Meu sono o avocatório da preguiça
Que me acompanha desde o meu
Nascimento não trago no sangue
Herança bendita avoenga o brio
O valor dos meus avós dos meus
Antepassados que não vêm com
Teor avocável em avolumar o
Conhecimento a respeito da
Insignificância que me cerca aqui
Passo a aumentar o volume do
Som e tornar maior o sonho
Volumoso o pensamento a
Avulsão do seio da alma a
Extração violenta do espírito
De todo mal avulso como um
Dente extraído violentamente
Sem nenhuma anestesia;
Separado o joio do trigo
Isolada a raiz boa da erva
Daninha a folha seca no
Asfalto que não faz parte
Dum conjunto duma
Coleção o impresso em
Folha solta de papel
Não pise nas formigas
Não pise nas flores nas joaninhas
Nos bichinhos avultado
Que com a luz de grande vulto
Exibem-se maiores que o nosso teor
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