Não me canso de dizer a mim mesmo
O quanto abroncado sou mais do que
Um tanto quanto bronco de modos
Mais do que grosseiro rude mais do
Que sou não existe ser mais brutal
Ainda está para nascer aparvalhado nas
Ideias estúpido nos comportamentos
Saí dum abroneeiro dum denso
Espinheiro sou um jumento irmão
Não sirvo nem para ornamentação
De presépio de natal ou como a da
Planta abrônia a herbácea ornamental
Da família das Nictagíneas originárias
Da Califórnia tenho mais é que ser
Abronizado fundido em bronze
Folhado em bronze não para obras
De Rodin nem para a eternidade
Nem para a posteridade ou para a
Imortalidade ou para a imoralidade
Pintado de bronze na imoralidade
Para a enganação estátua esquecida
Nua em fundo de porão dalgum museu
Fora de visitação ou nalgum sótão de
Casa mal assombrada em caixa de
Papelão não me canso de dizer que
Ao me abronzar não me fundir com
O cobre não me fundir com o ouro
Nem geralmente com o estanho
Para que não seja produzido nada
Nem abronzeado nem aproveitado
Deste ser morto estranho
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