Nasci num abrojo da planta
Do Rio grande do Sul espécie
De carrapicho minha vida
Nunca foi um mar de rosas
Muito pelo contrário nasci
Abrolhado coberto de abrolhos
Duma palma de botões cheia
De espinhos nunca vi livres
Meus caminhos aliberdade a
Felicidade nunca nasceram
No meu abrolhal o único fruto
De todo abrolhamento que
Carrego no ser é a infelicidade
A tristeza de existir meu filho
É um abrolho-aquático uma
Planta da família das
Halorragáceas meu filho é
Abrolhoso espinhoso do meu
Espinheiro eriçado de
Contrariedades porém é meu
Filho mesmo na infelicidade
Espero um dia trazê-lo de volta
À felicidade minha dele nossa
Não servi nem para abroma
Planta tropical esterculiácea de
Cuja entrecasca os índios faziam
Cordas o vocabulário da Academia
Brasileira de Letras não me atribuiu nem
Classificou-me o meu gênero masculino
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