sexta-feira, 1 de abril de 2016

Clarifiquei meu olhar num passe de mágica; BH, 0230702015.

Clarifiquei meu olhar num passe de mágica
De mago e só passei a chorar lágrimas
Cristalinas de águas refrigeradas; não
Chorei mais chumbo derretido, com 
Pranto de ranger de dentes, lágrimas 
De sangue e com barulho de ferro
Retorcido; a areia que embotava minhas
Pálpebras, com dunas emboçadoras,
Foi removida grão por grão e a luz
Invadiu meu coração; as trevas 
Fugiram, as sombras escapuliram,
As penumbras perambularam por 
Outras reticências; e vi o que não via
E passei a enxergar o que via e a 
Olhar o que enxergava com os olhos
Bem abertos, com olhos de brilhos
De sol; a vida é outra coisa agora,
A vida é viva e a natureza não é 
Mais morta; tudo renasceu para 
Mim e renasci para as coisas que 
Havia morrido e que haviam morrido;
E não quero mais voltar a fechar 
Os olhos nem quando morrer e 
Minha caveira terá que usar 
Óculos escuros, para não ser 
Ofuscada por minha luz; e até a 
Ossada do meu esqueleto, quando
A luz que vier do sol dos meus 
Olhos bater nele, refletirá a luz, 
Com se fosse feito do mais puro 
Marfim, prata, ou ouro branco 
Mágico maciço, ou platina; ou de 
Diamante, ou de pedra florescente
Da estrela mais brilhante do universo.  

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