terça-feira, 1 de agosto de 2017

Eu tenho um sonho e que é o de escrever; BH, 01101102000; Publicado: BH, 0130102014.


Eu tenho um sonho e que é o de escrever
Da mesma maneira que, o Aleijadinho fazia
Antigamente, as suas obras de arte: sem ambição, com
Naturalidade; sem cobiça, com tranquilidade, 
Sem pressa, sem vaidade, sem pecado e para isso,
Preciso atingir a altura do escultor; aprender as
Coisas com a vida, a refletir com o tempo e a 
Imaginar com a inspiração, não apelar para 
Coisa-feita; usar a bruxaria da gramática, o
Feitiço da língua, a magia das letras, a riqueza
Das palavras; e fechar o pensamento como coisa julgada,
Sentença decisória irrecorrível e sem mais nem 
Menos e a cerca de interesses, concluir meus afazeres,
Meus bens que fogem que, estão aquém dos valores
Alcançados pelas obras do Aleijadinho, o nosso grande mestre,
Que qualquer pessoa reconhece como um dos maiores
No período do barroco; e só assim, através deste meu sonho,
É que pretendo ser uma pessoa, ou um objeto belo
E que desperta a admiração, ao deixar de ser indefinido,
De sofrer de mal estar e de angústia; e ser uma arte
Da semelhança da espécie, sem mistério e com total
Realidade, com motivo de razão, pelo fato que será 
O acontecimento do meu sonho; um assunto elevado,
Um negócio das alturas, preenchido com tudo que 
Existe, ou pode existir; com o pensamento a pensar em
Tudo que se pensa e a dar nome a todo 
Objeto sem nome, ou cujo nome não ocorre, ou
Que não se quer, ou não se pôde denominar; e 
Quando o coiote uivar, creiais na variedade, acreditais
Que o lobo não é mais tolo, deixou de ser caipira, de
Ser o namorado ridículo, o coió que fazia todo mundo
Rir, que vivia a combinar, a condizer as palavras dos 
Outros; e a concordar com tudo e a deixar ocorrer ao
Mesmo tempo a injustiça e os derivados, ao ajuntar-se
Aos meios e à mídia, a tentar ser idêntico em 
Dimensões e formas, a tentar coincidir as ideias
Com os ideias dominantes, com a burguesia coincidente,
Com a elite que coincide, que não está por acaso no 
Poder há séculos; e falam que é circunstância fortuita,
Igual à realização simultânea de dois, ou mais 
Fatos, a coincidência de não possuir o mesmo sonho,
De um representante do povo, de um Aleijadinho,
Que entrou para a galeira dos imortais, sem as 
Mãos que os poderosos usam para agredir, como o coiceiro,
O cavalo que dá coices e agride ao coicear, ao 
Escoicear o domador, o montador, o cuidador;
Com o poeta não é assim, não é a junta traseira
Dos bois, não é o recuo da arma de fogo, não é a 
Parte posterior de certos objetos; não useis de grosseria,
Não dais asas à estupidez, nem pancada violenta, tipo
A de quadrúpede, com as patas traseiras, o coice
Só na ignorância: o maior e o pior de todos os males;
Eu tenho um sonho: não abster-me de sonhar, não 
Conter-me ao sonhar, não limitar meu sonho,
Não impedir meu sonho, não reprimir o sonho;
E coibir só a ilusão da mentira e só a coibição    
Da vida vivida fora da realidade, o sonho de cogumelo, o 
Sonho de vegetal criptógamo e sem clorofila; e quanto
Ao sonho que se pode conhecer, o sonho cognoscível,
Mostrar a verdade, com o cognitivo de ser livre e viver
A qualidade real da cognoscibilidade e tal ao 
Nosso Aleijadinho, ter também, ou adotar um cognome; e 
Apelidar-me de algo para designar-me e batizar-me,
Com a nova alcunha, o novo apelido, que no sonho
Usarei para cognominar-me, a valorizar tudo que 
Adquire conhecimento com aquisição de cognição;
E com todos os vocábulos que têm raízes comuns, formar
Um pacto cognato, refletir e pensar profundamente,
Para cogitar tirar de dentro da caixa de ferro,
De aço com fechadura de segredo para guardar valores,
Toda cogitação de raciocínio, todo mistério esquecido
Dentro do cofre; e com as mãos escrever, igual a quem
Quer afagar a barba, os bigodes, ou o cabelo; naturalmente e 
Assim também coexistir com o sonho, fazer com
Que o sonho passe  a existir simultaneamente; e não
Perder o fio da meada, levanta, beba um copo d'água
E não perder o veio coexistente, o tesouro que coexiste,
Longe de um olhar normal, da existência que 
Não causa estupor, da coexistência do coevo, dos que 
Vivem na mesma época e se odeiam, se matam,
Se mordem; os coestaduanos, naturais do mesmo estado
E se perseguem, não têm o sentimento coeso, unido
Em torno da paz, harmônico em torno do amor;
Quebrais o elo coesivo, em que há coesão de sangue
E ligação recíproca de raça, associação de harmonia íntima,
Maior do que as das moléculas dos corpos; e não mais 
Se falar em coerção de sonho, repressão da inspiração
E temperar com coentro, com a planta medicinal e 
Condimentar da família das umbelífera; e do coelho
Mamífero roedor dos lepróidas, crescer em proporção à prole;
Adquirir nível de grau elevado, aumentar o valor
Relativo em boa estatística e possuir o número que
Mede os efeitos determinados e característicos do coeficiente,
Da letra que, à esquerda de quantidade algébrica,
Serve de fator a ela; o código-morse, cujas letras
São compostas de pontos e traços, usado na
Telegrafia sem fio, no vocabulário cifrado, no conjunto
Sistemático de disposições legais relativas a um
Ramo de direito, coleção de leis, para coligir, e reduzir
O homem, codificar o comportamento, manter o códice,
E transformar em códex, em manuscrito antigo, que a
Conter obras de autores clássicos, adquire grande valor e
Registro de codeína, de alcaloide extraído do ópio,
Que nos deixa extasiados pela cultura; o alto da
Cabeça, o ponto mais elevado de nossa coira, o nosso
Cocuruto cheio da mais fina sabedoria; do mais tenaz
E sagaz espírito, a mais logosófica inteligência, que
Tem por objetivo ensinar o homem a chegar à auto transformação,
Mediante a um processo de evolução consciente, a libertar
Assim, o pensamento das influências sugestivas; foi o
Que sugeriu o pensador argentino Gonzalez Pecotche, (1901/1963),
Em sua doutrina ético-filosófica, fundada na logosofia;
Eu tenho um sonho, não é um grande sonho do
Tamanho do Martin Luther King e espero, assim,
Crescer com ele, fazê-lo grande também e de
Mãos dadas chegar ao futuro a dizer: eu tenho um sonho.


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