terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quando conseguir como um dínamo; BH, 030402001; Publicado: BH, 0120102014.


Quando conseguir como um dínamo 
E uma máquina, transformar a energia mecânica, em
Energia elétrica, aprenderei, sem dúvidas e com
Certezas, a dinamizar-me mais e a dar-me caráter
Dinâmico e a acelerar minhas partículas; e apressar
Minhas moléculas na dinamização dos meus átomos
Da composição do meu ser; será que preciso ser tal
A dinamite e igual à substância explosiva e
Formada de nitroglicerina e areia, ou ser só de
Sabedoria e razão? e de conhecimento e virtude,
São o bastante para conseguir a salvação? não quero
Dinamitar as teorias, aplicar dinamite às leis,
Fazer explodir as teses, destruir com dinamite as
Noções das coisas e seus princípios; quero é só o
Dinamismo, creia, de alma e de espírito, quero é só
A atividade e a energia e sair do desânimo;
Aborrecer a preguiça e abraçar a doutrina que
Não reconhece nos elementos materiais senão
Forças, cujas ações combinadas determinam a extensão
E as outras propriedades dos corpos; quero, pois, é ser
Dinâmico, ativo e energético, viver perto do ânimo,
Igual na dinâmica, a parte da Mecânica que,
Estuda os movimentos e a força; e não quero o
Fenômeno patológico dependente da exageração das
Propriedades orgânicas dos tecidos e sim a unidade
Com que se mede o trabalho mecânico, a dividir
Assim a dinâmica; e como um bom dinamarquês,
Da Dinamarca, país da Escandinávia, resguardar
A raça de cães grandes, de pelo malhado, a manter,
Assim elevados também os meus ares e semblantes;
Quando vou seguir, como um dina, uma unidade
De força, que imprime à massa de um grama uma
Aceleração constante de um centímetro por segundo? e
Elevarei-me, então, aos ares, flutuarei, pensarei
Com raciocínio rápido, racional com a verdade
E a liberdade que a sabedoria ocasiona; não
Sirvo para dimorfoteca, para planta ornamental,
Das compostas; preciso provar, como algo dimorfo,
Como o que pode tomar duas formas diferentes; preciso
Provar a mim mesmo, com diformismo, ou não,
Com qualidade e propriedade pela qual uma substância
Cristalina pode apresentar-se sob duas fases diferentes de
Cristalinização e tanto quanto a dimorfia do fenômeno
De apresentar o vegetal duas formas diferentes e assim
Aguardo barrar o diminuto de mim; e espero deixar
De ser diminuído, insuficiente, reduzido a pequenas
Dimensões, e escasso; e vencer este estado diminutivo,
E vencer este que quer diminuir-me a usar até a
Palavra de desinência diminutiva, a comparar
Objeto semelhante a outro, mas em ponto menor
E aprender a moderar, a atenuar sem enfraquecer e
Aprender a não abreviar a vida, tornar raso
No saber viver e não afastar e nem abater nas
Incongruências e nos percalços; pois é triste ter
Que decrescer e pior ainda encolher, encurtar o tempo,
A tornar-se menor, reduzido a menos, tal ao
Reduzir em dimensão, ou quantidade; não gosto de
Diminuir-me, porém, quando é necessário, sou
Mesmo o meu diminuidor, o que reduz com
Termos substantivos da diminuição, da subtração e
Acabo por fazer, de todo o meu composto, diminuendo,
De número que se subtrai de outro; de todo o teor
Diminuente, o produto positivo da minha some,
O dímero dimensional, o composto de dois a segmentos
Com grau duma potência, ou duma equação, em
Álgebra e fico a fazer parte, acrediteis, de cada
Uma das extensões, comprimentos, larguras e
Alturas, e tudo que se devem considerar na
Medição das figuras, e dos sólidos; a firmar
Cada vez mais na extensão que se considera,
Como susceptível de medida, com sentido que
Se mede a extensão para avaliá-la e na
Medida e no tamanho, sou a própria dimensão;
E deixo dimanar de mim tudo que é meu,
Deixo brotar pétalas e flores e botões e fluir água
Cristalina de lágrimas de alegria e vejo
Originar-me, nascer; provir da natureza a
Boa dimanação, a emanação da virtude,
A providência da razão e aí o choro da
Felicidade aumenta em inundação mais
Do que extraordinária, em grande chuva
Universal, em forte temporal de dilúvio;
E bem cresço mais do que até o diluvião,
O terreno em que há vestígios de aluviões do
Quaternário; e cresço com um furor diluviano,
Torrencial e abundante, a mostrar o meu
Tamanho e grandeza, pois mesmo a parecer
Um grão de areia, mesmo ao ser composto
De um átomo de poeira, ganho silhueta de gigante.

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