sábado, 12 de abril de 2014

De que somos formados; BH, 02601002013.

De que somos formados,
Ou inda estamos em modelagem,
Em massa para ser colocada na forma?
Já somos completos,
Ou falta alguma coisa a nos completar?
A peça final já foi fabricada no torno pelo torneiro?
Ou continuaremos sem essa peça de engrenagem?
Essa peça que nos levará à modernidade,
À vida avançada,
Ao mundo evoluído
E será que ela já foi moldada?
É a parte do nosso quebra-cabeça,
Do nosso lego,
Do jogo que teremos que vencer;
Falta-nos um calço para deixarmos de capengar,
Falta-nos uma muleta,
Uma bengala,
Uma prótese para disfarçar nosso aleijão;
Mancamos indisfarçavelmente e coxos
E pernetas e manetas e até ceguetas;
Alguém precisa fazer uma réplica,
De um barro mais nobre,
Uma argila mais depurada;
Chamar aí um mestre Vitalino,
Desses que fazem bonecos,
Um artista para criar um novo tipo de criatura;
Mais parecida com um ser humano,
Mais integralizada com a humanidade;
Só assim saberemos de que somos feitos,
Deixaremos de ser aleijados,
Saberemos aonde ir e de onde vimos
E conheceremos nosso destino;
E o que somos e o não sabemos o que somos,
Poderão ser então desintegrados,
Pulverizados e nem as cinzas serão aproveitadas,
Para adubar as terras infrutíferas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário