sexta-feira, 4 de abril de 2014

O dia nacional do choro coletivo; BH, 02801002013.

E nem sei o que falo,
Diante duma natureza em chamas;
É um quadro,
Que não gosto de apreciar;
É uma obra,
Que causa-me dor
E deixa-me deprimido,
Devido o efeito devastador,
Que são a fome e a sede do fogo
Num manancial;
E chora-se tudo que se pode chorar
E depois que o fogo passa,
Fica uma ressaca,
De carvões e torrões ressequidos;
Restos de tocos retorcidos,
Só comparados com os diagnósticos seculares,
Das regiões dos polígonos das secas;
Ossadas e espinhos e areias e pedras,
Caminhos abandonados;
Rios ora desesperados em matar a sede,
Hoje mortos de sede;
E não há milagres nem num caso nem noutro
E todos os dois casos precisam de muita água:
Água benta, ou abençoada, ou milagrosa,
Qualquer tipo de água,
Até as que as mineradoras usam
Para devastarem o meio ambiente;
E se houvesse uma saída para esses incêndios
E se houvesse uma solução para essas secas;
E se todos nós chorássemos ao mesmo tempo,
Será que não causaríamos um efeito climático,
Acompanhado com as respostas
Para esses desastres ecológicos?
Farei uma proposta para que seja restabelecido,
O dia nacional do choro coletivo.

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