quinta-feira, 3 de abril de 2014

Enquanto não se descobre a modernidade; BH, 0901202013.

Enquanto não se descobre a modernidade,
A vanguarda e o futuro,
São sempre as mesmas coisas o que todo
Mundo pensa igual;
Enquanto não se inventa concorrente à
Altura da nova parafernália midiática
E eletrônica;
Enquanto não se descobre o que encobre
O mal cheiro da burguesia,
O fedor nauseabundo das elites,
São sempre as mesmas desculpas,
São sempre as mesmas satisfações vãs;
Os donos do poder são os mesmos
E decidem o que bebemos
E o que comemos;
Decidem o nosso lazer
E as nossas diversões
E mudam a nossa História,
Com o historialismo;
Metem-nos no cabresto,
Nas rédeas e no arado;
E inda decidem se vamos para o céu, ou
Para o inferno;
E só não nos dão cultura,
Saúde e educação;
Não nos dão segurança e herói
É quem sai de casa de manhã
E volta vivo de noite;
E enchem-nos de medo e de covardia
E de insegurança no horário nobre;
E matam a nossa garantia,
Minguam a nossa confiança
E decidem por nós que não devemos
Sair de casa,
Pegar ônibus e enfrentar o trânsito;
E pensam em ter nós mesmos, para
Arcarmos com as responsabilidades deles.

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