terça-feira, 1 de abril de 2014

Não será hoje que psicografarei alguma coisa minha; BH, 01401102013.

Não será hoje que psicografarei alguma coisa minha,
Inda mais que ando meio descuidado,
Distraído e sonso e de antenas desligadas;
Já preenchi com meus manuscritos psicografados,
Pergaminhos e papiros consagrados;
E geralmente nunca tenho nada para dizer
E como não tenho dinheiro para matar a sede de beber,
Enfio a ponta da pena no meu sangue fresco
E gravo nesta superfície,
Estes arabescos;
Quando estou à mesa dum boteco,
Cheio das inspirações que fluem das garrafas,
Psicografo até o que não devia;
Mas sem as imaginações,
Sem as criatividades dos bêbados iluminados,
Restam-me só estes garranchos,
Estes emaranhados de letras,
Estas teias de palavras envelhecidas;
Aqui no limbo,
No meio desses fantasmas desumanos
E na convivência desses espíritos imaterializados,
Confundo-me também com os ectoplasmas
E finjo-me que sou produto do meio para ser aceito
E até emito uns ais para imitar aos demais.

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