segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mestre, mestre; BH, 0801202013.

Mestre, mestre;
Sim, meu jovem ancião?
Podes ler este poema que acabei de escrever?
É um poema que sonhei que escrevia
E quando acordei,
Vi que um pesadelo vivia
E não um sonho;
Maravilhado, meu jovem ancião,
Lerei o poema,
Com a maior atenção,
Com o maior afinco
E esmera dedicação;
Sabes que gosto de ler poemas,
Odes e outros fados;
E na certa o teu poema,
Será mais um agrado;
E então, mestre,
O que me dizes do poema,
Que dei-te para ler?
Viste algum lirismo?
Sentiste alguma verve?
Sentiste alguma alma da poesia?
Percebeste o néctar da musa inspiradora?
Meu jovem ancião,
Não turves o teu coração,
Se o que me deste para ler é poesia,
Mestre não sou,
Nem teu irmão;
Não embaraces as vistas,
Não magoes o peito,
Se o que me deste para ler é poema,
De mestre não levo jeito;
Mas inda és um jovem ancião
E não um velho ancião
E antes da tua morte,
Uma obra-prima pousará em tua mão
E uma obra de arte poderá surgir,
Da tua inspiração
E num último desejo,
Tu me darás completa razão.

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