sexta-feira, 4 de abril de 2014

Paranoia pura; BH, 0301102013.

Paranoia pura,
É assim a vida sim;
Pura neurose
E psicose,
É só assim a vida;
Depressão pura
E medo de existir
E de viver;
E quem não for maníaco,
Não consegue sobreviver,
Neste hospício que é a vida,
Neste sanatório que é o mundo;
E para ser forte
E resistir as investidas,
É o maluco que resiste,
O normal tomba à toa;
O psicopata é o que consegue tudo,
O que o alienado e o sano não conseguem;
É pura loucura a vida sim
E só o muito doido,
Tem todas as portas abertas;
Só o muito louco,
Com lances de cinema,
Fura o bloqueio do marasmo,
Rompe as cadeias do mesmismo
E se liberta do lugar comum da mediocridade;
O cadenciado,
O ritmado,
Sem adrenalina,
Pode ter o coração parado,
A qualquer momento;
Se não for animal,
Se não for irracional,
Fazer da desrazão a causa da vida,
Será apenas mais um doente mental;
E para fugir das mídias controladoras,
Da sociedade alienista,
Do mercado chantagista,
Das igrejas e dos hospitais,
Só na paranoia;
Na pura paranoia da vida;
Do contrário é lavagem cerebral,
É lavagem alimentícia,
Com predominância de tudo que faz mal.

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