terça-feira, 15 de abril de 2014

E quando se pensa que já se viu de tudo na vida; BH, 0401202013.

E quando se pensa que já viu de tudo na vida
E que vai morrer e nada irá surpreender,
Ledo engano e inda há muita água para
Passar debaixo da ponte;
Ainda há muitas voltas para ser dadas neste
Planeta e tantas em volta de si mesmo,
Como em volta do sol;
E só uma coisa não causa espanto,
O coração do homem,
Ali nada assusta mais;
O coração do homem fechou-se com o conservadorismo,
Abraçou o mercado do neoliberalismo,
O consumismo desenfreado;
E o clamor do homem continua,
Deixa-me no ódio,
Deixa-me sentir sede de raiva,
Deixa-me no desamor;
E segue o próprio coração,
Deixa-me na maldade,
No mar da ruindade;
E mesmo a notícia,
De que foi descoberto um esqueleto,
De mais de quatrocentos mil anos,
Causou frenesi ao coração do homem;
E é a prova de que o homem pode ficar tranquilo,
Pelos próximos quatrocentos mil anos
E se não desistir das malvadezas,
Terá muito tempo de sobra para fazê-lo,
A decisão está com o coração do homem;
E aos alarmistas,
Que falam que o planeta,
Está para acabar-se,
De fato inda não viram nada,
Esperem sentados.

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