sábado, 5 de abril de 2014

Virá um negócio legal aí; BH, 01º01202013.

Virá um negócio legal aí,
É só ter paciência,
Que vem com a ciência da consciência;
Algo bacana,
Que à primeira vista
Parecerá disforme,
Sem fórmula,
Sem símbolo;
E depois,
Com uma vista mais clínica,
Uma revista mais minuciosa,
Se descobrirá,
Com o tempo, ou com o futuro,
Que é um fruto maduro;
Que é uma fruta boa,
Que se pode aproveitar a semente,
Plantar a raiz
E cultivar as árvores num pomar;
E aquele sonho de artilheiro,
De marcar um gol de placa,
De fazer um gol de letra,
De bicicleta e de voleio;
E correr a vibrar loucamente,
De encontro à torcida,
Às câmeras de televisões
E aos flashes das máquinas fotográficas,
Enfim poderá ser realizado;
E punhos cerrados socarão o ar,
O firmamento e o infinito;
E socos serão dados na cara do céu,
Na face da posteridade,
No rosto da imortalidade;
Virá aí do além, ou de outra dimensão,
Ou do centro da terra,
Ou de dentro dum vulcão;
Virá da razão, ou da desrazão,
Da absurdidade, ou da cristalinidade;
Não se sabe de onde virá,
Se sabe que virá;
E poderá levar a eternidade
De alguns segundos,
Até chegar aqui: mas virá.

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