domingo, 13 de setembro de 2015

MIKIO, 99; BH, 0170302013.

Basta de bastilhas, as coisas ao nosso
Redor querem ser libertadas; basta de
Prisões, os anseios querem ser liberados,
É passear o olhar por perto, debaixo
Dos narizes, debaixo dos pés, no
Universo, os versos áureos, os
Versículos sagrados querem luz;
Basta de trevas, o sol quer nascer,
A luz brilhar, dispersar as névoas,
Bradar por liberdade; o vento sopra
Das pétalas da rosa dos ventos,
Espalham aromas, odores, olores,
Flagrantes, narinas querem cheirar;
Fossas nasais ávidas por pureza, ar
Puro, oxigênio, fruto maduro; Alegria,
Recita Schiller em sua Ode, bem
Aproveitada por Beethoven em sua
Nona Sinfonia; Alegria, geme Cartola,
No alto do morro, em seu samba
Antologia; parla, é a ordem dada
Por Michelangelo, ao dar liberdade,
Das prisões do bloco de mármore, a
Uma das suas mais consagradas obras;
Alforria, é o que os seres querem ser,
Não mais escravos do estado, da
Religião, da sociedade, seita;
Não mais escravos de regimes, reis,
Rainhas, princípios, papas; fôlego para voar
Nos céus dos tempos, nos túneis subterrâneos;
Em toda parte há uma entidade a querer
Sair do oculto; há um fantasma a pedir
Em lágrimas, mendigo, liberdade,
Prenda-me nas linhas desta tua poesia
Redentora e faz de mim um poema clássico.

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