quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MIKIO, 118; BH, 0270302013.

Até hoje inda sofro dificuldades em
Entender as coisas, compreender, assimilar
E interpretar; até hoje inda sofro,
Por falta de discernimento, percepção
E intuição; até hoje peno para perceber
Os fatos, escrever um texto lúcido e
Desenvolver um raciocínio; é muita
Dificuldade para viver, amar, ser feliz e
Não sei como suportar dentro de
Mim imensa estupidez e uma
Ignorância que não tem mais
Tamanho, coisas de ser tacanho; até
Hoje impressiono-me com as coisas mais
Bizarras, os seres mais bisonhos e porto-me
Como um bitelo exemplar dessa fauna
Desprovida de cérebro; finjo-me de
Inteligente, passo-me por sábio, mas,
Até hoje, quem sofre justamente, com
A falta disso, sou eu; e não aprumo-me,
Não tomo um jeito, não endireito-me;
E enveredo-me nos piores enredos e
Envolvo-me nos mais intrincados
Novelos e nas mais simplórias novelas;
E não há milagres, nem Freud, nem
Nietzsche, nada põe fim, parece uma
Doença crônica o que ocorre dentro da
Usina; e pensei que Lacan seria a solução,
Que Yung desvendaria meus meandros
E que ambos tirariam-me dos labirintos; e
Resisto em teimar em soluções caseiras,
Em respostas físicas, humanas; não
Posso querer curas espirituais, divinas,
Santas, para o meu caso, um problema
Humano, demasiadamente, humano, de gente.

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