segunda-feira, 7 de setembro de 2015

MIKIO, 113; BH, 0250302013.

Inda sinto um frêmito vivo dentro de
Mim, um rasgo de esperança, um vago
Pressentimento, de que, a poesia habita
O meu ser; e é a minha catedrática,
A catedral onde refugiei em asilo,
A cátedra da qual fiz o meu alicerce;
E alegro-me nesta poesia e entristeço-me
Nela; ponho a nu a minha angústia,
Dispo a minha agonia e reajo à
Ignorância e à estupidez que afogam-me
Cotidianamente; inda latejo igual
A um casulo, arfo, como arfa a morte
Ao levar um gado ao corte; inda
Suspiro, soluço igual a uma fonte
E como um monte, vivo a circundar
Continentes; e nascentes de rios, foz
Em mar aberto, oceano de mistério, inda
Espero paciente, a cura que me deixará
Ciente; consciente, limito-me em
Busca do ilimitado, que é o campo
Onde florescem as poesias; reverencio a
Inspiração, adoro a criatividade e
Faço oração à imaginação; são a
Esses deuses e deusas  os meus altares, os
Manjares mais deliciosos e os quitutes
Mais adocicados; dos amargos não
Faço ofertas e descubro outros horizontes,
Ou encubro o firmamento com o azul mais
Azul, mas, não posso deixar morrer esta
Lacuna, deverá permanecer em alerta:
Uma hora é uma chuva, na outra, um
Vento, uma nuvem diferente e de logo
Outro azul de origem desconhecida; mas,
Não posso deixar escapar este momento,
Inda percebo as respostas que traz o vento

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