terça-feira, 22 de setembro de 2015

MIKIO, 77; BH, 030302013.

O leitor quer ler pouco, ou quase nada,
Ou não quer ler; penso que, a maioria
Não queira ler e sem leitor, não há
Escritor; e com leitor que ler pouco e
Com leitor que não ler, resta ao escritor
Escrever pouco, ou não escrever; o
Escritor escreve, pois o prazer de
Escrever, é maior do que o de ler,
Penso eu; também leio pouco, quase
Não leio, ou não leio nada e a nossa
Sociedade é assim, é a tradição e o
Costume, pouca leitura; para atrair o
Leitor de hoje, o livro tem que ser fino,
De poucas páginas mesmo, quase sem
Letras e sem palavras; e a escrita, a mais
Transparente possível, nada que faça o
Leitor  ter que pensar, pois, aí, ele
Desiste de ler; nada de enredo
Complicado, texto intrínseco e
Intrigante; até o Woody Allen já disse
Que leu poucos livros e os que leu
Eram finos e que se fossem grossos,
Não os teria lidos: um gênio o Woody
Allen; vi poucos filmes dele, não
Fazem-me nenhuma falta; mas sem a
Escrita penso que deixo de ter o que
Tenho, a escrita; e não sou lacônico,
Conciso e nem gosto de ser lacônico
E conciso, prefiro ser prolixo,
Justamente para treinar e acostumar-me
Mais com a escrita e à mão; sem papel
E caneta, perde-se totalmente a graça;
Se pudesse encontrar um meio que
Incentivasse a leitura, usaria, mas não
O tenho, pois quem se envolve com
Leitura, com escrita, não se envolverá
Com coisas desagradáveis; se soubesse
Passar às pessoas o que o prazer de
Escrever, o que é o prazer de ler, juro
Que o faria sem segredo nenhum.

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