domingo, 27 de setembro de 2015

MIKIO, 68; BH, 01º0302013.

Afastas qualquer um de ti, não só
A mim, constatei, afastas tudo de ti,
Sentis repulsas, queres estar sozinha,
Reprimes, repeles, constato e de fato,
O universo foge de ti; o vento muda
De rota, a chuva o itinerário e a
Flor não exala mais perfume; e o
Amor exila-se para uma ilha fantasma
Invisível; que destino traças para o
Futuro? não vives o presente e nem
Gostas do passado: e nesse conceito,
Sem perceberes, não vives e segues
Um caminho tortuoso, de contra
Com a felicidade; e chocamos nossos
Corpos em rochedos salientes e
Nacos de nossas carnes ficam
Perdidos nos escolhos; e nossos
Corpos seguem despedaçados, sem  
Encontrar uma ao outro; são corpos
Acéfalos, um sem falo, o outro sem
Talho; e os organismos não destilam
Seivas, libido, néctares; os botões
Das blusas não se abrem e os lençóis
Não ficam amarrotados; as vestes
Não ficam mais amassadas, com
Suores, odores e aromas; e aquela
Fragrância especial, aquele cheiro
Inebriante, dão lugar ao mofo, a
Colônias de ácaros; e não temos
Mais paciência, perdemos a
Tolerância e o que era ontem,
Hoje não é mais e amanhã nunca
Será; nervos à flora da pele,
Estresses, pânicos, depressões; e
Queres estar sozinha na solidão
E continuas a afastar qualquer
Um de ti, até quando? nem tu
Sabes a resposta.

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