quarta-feira, 6 de junho de 2012

Às vezes procuro dentro de mim; RJ, 080101999.

Às vezes procuro dentro de mim,
Algum vestígio de inteligência,
Alguma sobra, ou resto,
Que me faça pensar que,
Seja um ser com algum pensamento,
Com alguma razão,
Com alguma lógica,
Ou um mínimo de raciocínio;
E quanto mais procuro,
Mais chego à conclusão,
Que sou um vazio,
Um oco por dentro,
Um obtuso e opaco,
Sem existência e densidade;
Não tenho capacidade,
Mão tenho competência,
Nem para suportar,
A ganhar o pão de cada dia;
Sinto-me enfraquecido,
Entregue e vencido;
Sinto-me em frangalhos,
Desesperado feito um afogado,
Um perdido dentro de mim,
Numa caixa de concreto,
Revestida de chumbo,
Sem entrada e sem saída;
Uma escuridão eterna, onde
Por mais que se procure
Alguma coisa, nunca
Irá se encontrar nada.

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