terça-feira, 5 de junho de 2012

Penso que Van Gogh e eu; BH, 0130901999.

Penso que Van Gogh e eu,
Temos algo em comum;
Ele pintava freneticamente,
Pintava extremamente para,
Encontrar um novo tipo de cor,
Uma nova luz, uma nova pintura;
E mesmo sem saber talvez,
Procurava a perfeição, o amor e a paz;
Não foi assistido em vida,
Não recebeu assistência,
Compreensão e entendimento;
O único quadro que vendeu,
Foi ao próprio irmão,
Em combinação com o marchand;
Pintava de manhã à noite,
A repetir várias vezes a mesma cena,
Paisagens e auto-retratos;
Procurou e encontrou, sem saber,
Experimentou e conseguiu;
Hoje uma obra dele só pode
Ser adquirida por montanhas
De dólares em leilão;
E ás vezes não pode nem ser vendida,
Por não encontrar preço que pague;
E assim penso que sou,
Que escrevo a procurar nova saída,
Uma nova maneira de resistir,
Ao procurar a verdade,
Ao ir de encontro à realidade,
Ao banir a mentira,
Desiludir a falsidade;
Posso não ter a genialidade,
Do grande pintor holandês;
Porém, penso que nós,
Temos algo em comum.

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