terça-feira, 5 de junho de 2012

Vou morrer sem conseguir aplacar; BH, 0100901999.

Vou morrer sem conseguir aplacar,
O ódio que trago aprisionado,
Na cadeia do meu peito;
Sei que não conseguirei aplanar,
A ira mortal acorrentada lá;
Podes anotar pôr escrito aí,
Pousar no fundo do recipiente,
Partícula em supressão,
No líquido do meu coração;
Sentar-te aqui do meu lado,
Olhar-te dentro dos meus olhos,
Verás que não sou assente;
Firme só no meu próprio medo,
Combinado só na covardia,
Definitivamente resolvido,
A não ter fé nem em mim mesmo;
Assentado com a cólera,
Da ignorância que demonstro,
Em todos os atos e ocasiões,
Que posso respirar;
Assentimento de rancor e raiva,
Mordo a própria língua,
Por não convir com outrem,
Não concordar com todos,
Consentir a felicidade
E assentir com maior número,
Que pode surgir um novo tempo,
Uma nova mudança,
Com ares de esperança no
Lugar onde alguém se senta com amor,
Base da paz tão difícil e frágil;
Nádegas não aguentam as guerras,
A anotação de todos os mortos inúteis,
Escrituração de algo que se encontra assente,
No assento dos cemitérios esquecidos.

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