terça-feira, 5 de junho de 2012

Não sou assíduo em mim e perdido; BH, 0100901999.

Não sou assíduo em mim e perdido
E abandonado à porta da rua, não
Sou frequente em mim; ausente e
Solitário, só e sozinho, não sou
Pontual em mim; distante e itinerante
Andarilho, não sou perseverante em
Mim, e nem tenho assiduidade comigo
Mesmo; falta-me qualidade e ênfase de
Afirmação, para poder asseverar com
A verdade; afirmar o fim da mentira,
Que sempre tentei assegurar, sem
Conseguir me encontrar; espero um
Pensamento final, para dar como certo
O protótipo de vida que tento levar;
Não passo de um asseverador fajuto:
Absurdo abcego abmudo notório;
Preguiçoso inveterado, não tenho
Assemelhação com nenhum outro
Ser na imensidão do universo; nem
Quando me olho no espelho, não me
Pareço comigo mesmo; e no meu
Retrato, não sou que estou lá; é
Um outro ser que comigo não pode
Assemelhar-se; não posso nem
Assemelhar-me comigo, num ato e
Efeito para tornar e ter como ser, o
Ser que pareço ser; confuso e sem
Assenhoramento, sem ser senhor de
Todas as ideias, sem apossar de
Todo ideal, ou de aprender assenhorear
Através da linha do horizonte, através
Do azul do universo do céu.

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