quarta-feira, 6 de junho de 2012

Não posso sair da linha do horizonte; RJ, 080101999.

Não posso sair da linha do horizonte,
Do fio da meada
E do seio da razão;
Não posso sair de perto de ti,
De junto dos teus lábios,
Da palma de tua mão;
Preciso do carinho,
Que teu sorriso possui;
Preciso da meiguice
Que esse olhar exala e do
Amor que emana
Da fonte do prazer;
Não posso sair agora,
O avião já decolou
E não tenho para-quedas;
Se cair assim,
É claro que não sei voar;
Não quero perder a ida,
Vou guardá-la no saco;
Botar a barba de molho,
Deitar e sonhar;
O sonho é o sonho,
Do sonho que tenho agora;
Pois mesmo acordado,
Às vezes imagino,
Que estou a dormir, e
Quero subir na janela,
Ver a mulher mais bela,
E bater asas atrás dela.

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